segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cineclube Cinema em Transe

O Atalante
(L’Atalante - França - 1934)
Sobre o filme: O Atalante é um filme dos primórdios do cinema, que supera o teste do tempo, de uma sensibilidade e beleza imensa poucas vezes igualada desde então. O primeiro e único filme de longa duração de Jean Vigo, que morreria pouco depois da conclusão de L’Atalante com apenas vinte e nove anos, é um filme sobre personagens abandonadas pela sociedade, tendo sido esquecido durante décadas em salas de arquivos. Ensombrado pela história maldita da vida e morte de Vigo, o filme que sofreu várias mutações até à sua eventual restauração é uma parte essencial do mito formado em torno da figura do realizador e uma prova de que importa preservar o seu legado na memória corrente. (http://apaladewalsh.com/2014/03/11/latalante-1934-de-jean-vigo/)

Local: AUDITÓRIO BLOCO C - UNISUL Pedra Branca
Dia e Horário: Terça-feira (30/9) às 16H

Entrada gratuita.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Papo de Produção

Estreia nessa sexta-feira, 26 de setembro, o primeiro de uma série de eventos a serem realizados com a participação dos profissionais do filme Pequeno Segredo.

PAPO DE PRODUÇÃO propõe uma troca de experiências em diversas áreas da produção cinematográfica.
Nessa sexta-feira, dia 26/09, das 18:30 às 21:30, Jully Irie, assistente de direção do longa Pequeno Segredo, vai falar sobre o desafio em alinhar o roteiro, as expectativas do diretor, a produção e a realidade do orçamento.

A palestra é direcionada a todos os profissionais que tem relação com a área ou que queiram ampliar seus conhecimentos sobre a questão de assistência de direção, direção e gerenciamento de projeto, tais como: assistentes de direção, diretores, produtores e estudantes de cinema.

O número de vagas está limitada a 50 pessoas. Para inscrever-se envie um email para papodeproducao@gmail.com

As palestras acontecem no Espaço Cultural Sol da Terra - Música Arte e Cultura.
Endereço: Av. Afonso Delambert Neto, 885 - Lagoa da Conceição, Florianópolis - SC, 88062-000

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Cineclube Cinema em Transe

Filmes de Jean Vigo.

A Propósito de Nice, 1930 (23min) Reportagem irônica sobre Nice e seus habitantes.
A Natação Segundo Jean Taris, 1931 (10min) Na piscina do Automóvel Clube da França, o campeão francês de natação Jean Taris treina. Ao redor dele outros nadadores mergulham ou aprendem a nadar.
Zero em Comportamento , 1933 (47min) O filme remete às experiências escolares das crianças francesas baseadas nas memórias de Vigo sobre sua própria infância. Retrata um sistema educativo burocrático e repressivo diante do qual os estudantes empreendem verdadeiros atos de rebelião por vezes surreais, resultado de leituras libertárias da infância. O título faz referência a qualificação (nota) de um dos meninos recebem que lhes impede de sair no domingo. Também mostra a influência da obra de teatro Ubu Roi de Alfred Jarry.

Local: AUDITÓRIO BLOCO C - UNISUL Pedra Branca
Dia e Horário: Terça-feira (23/9) às 16H

Entrada gratuita.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Zeca Nunes Pires escreve sobre o filme Certos Amigos, sobre o compositor Daniel Lucena

O cineasta catarinense Zeca Pires (A ANTROPÓLOGA) escreveu uma matéria para o site Acontecendo Aqui sobre a respeito do filme CERTOS AMIGOS, que fala sobre o compositor Daniel Lucena.

Confira o primeiro parágrafo do texto abaixo:

Captando toda a irreverência, a ironia e o talento de um dos maiores compositores catarinenses, Daniel Lucena, CERTOS AMIGOS é um filme obrigatório para quem gosta de um bom documentário. Tive o prazer de assisti-lo ontem (terça, dia 16/09) no Cinema do CIC, que por ironia do destino (pois o contrato com a empresa exibidora vencedora da última licitação acabou), teve que exibir os filmes catarinenses. Querendo ou não a Fundação Catarinense de Cultura acertou, pois tenho visto excelentes filmes catarinenses que eu mesmo sendo do ramo, não fosse essa oportunidade, não conheceria muitos deles. Fico imaginando os milhares de catarinenses que não tem acesso a sua própria produção, seu retrato, sua identidade, sua gente, seu músicos…. e a grande maioria das produções são realizadas com o apoio ou parte dos patrocínios feitos pela própria FCC.

Leia a matéria na íntegra no site Acontecendo Aqui.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Aluna de Cinema UNISUL é redatora de site de cinema

A aluna Daisa Teixeira, da 4ª fase do curso de Cinema UNISUL, escreve para o site de cinema Cinetoscópio.

Daisa fará posts semanais para o site, escrevendo sobre assuntos de produção, criação e realização de cinema.

Seu primeiro texto (que pode ser lido aqui) foi focado na escrita de roteiros para filmes, e o próximo falará sobre editais de cinema.

Acompanhe os textos de Daisa Teixeira através do link http://cinetoscopio.com.br/author/daise/.

Não deixe de acessar também o site http://cinetoscopio.com.br.

Cineclube Cinema em Transe

AURORA

(Sunrise - a song of two humans, EUA, 1927)
Direção: F.W. Murnau
Elenco: George O'Brien, Janet Gaynor, Margaret Livingston

Sinopse: Seduzido por uma moça da cidade, um fazendeiro tenta afogar sua mulher, mas desiste no último momento. Esta foge para a cidade, mas ele a segue para provar o seu amor.

Local: AUDITÓRIO BLOCO C
Dia e Horário: Terça-feira (16/9) às 16H

Entrada gratuita.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Aula especial é ministrada na UNISUL Pedra Branca

No dia 5 de setembro, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem e o Curso de Cinema e Audiovisual da Unisul receberam a Dra. Flávia Cera, pós-doutoranda em Literatura pela UFSC e psicanalista, para uma aula especial.

A aula especial, intitulada “O que a realidade tem de real?”, foi parte das atividades da disciplina "Políticas do Documentário" e uma ótima oportunidade de integração entre graduandos de cinema e mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem.

Exibição e debate sobre o filme Jogo de Cena (2007)

A partir da exibição do filme Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho, Flávia Cera debateu com os alunos sobre as diferenças entre os conceitos de Real e realidade. Segundo ela, uma vez que, conforme a lição de Freud, a realidade psíquica é mais decisiva do que a realidade material, a realidade não pode ser apreendida objetivamente.

Neste sentido, a verdade do sujeito não estaria no que lhe aconteceu de fato, mas na maneira como ele conta isso, na posição que esse acontecimento tem na trama de sua vida. É essa realidade subjetiva que Coutinho evidencia na ambiguidade entre depoimento e atuação, documentário e ficção.

"A fantasia, que costumamos pensar como o avesso da realidade, é justamente, na psicanálise, a realidade de um sujeito. A fantasia opera aí como uma tela através da qual ele vê o mundo. Não será por acaso, então, que a tela do cinema será um instrumento tão poderoso de afetos. De criação de afetos", afirma Cera, lembrando, no entanto, que um mesmo filme não toca seus espectadores da mesma maneira.

"Alguma cena, alguma fala, toca um e não toca outro, e assim vai se formando a cinemateca de uma vida. Isso nos torna singulares, embora seja com isso que vivemos, que conversamos, que nos relacionamos. (...) O que toca aí é um ponto de entrelaçamento, de amarração entre o mundo e eu", complementa.

Fonte: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem.